terça-feira, 21 de julho de 2009

Partir, andar

Certo é que é preciso estar sentindo para poder escrever, compor.Mas num turbilhão de sentimentos consigo pensar só naquilo que é. A vontade de escrever é sobre fatos e não sentimentos.
Sentimentos são muitos: indignação, amor, beleza, vergonha, medo, segurança, cansaço...Cansaço! Casada para dizer. Simples para contestar. É isso! Estou vendo tudo simples demais para por em xeque a louca complicação.
Quero partir, e andar num mar distante.Sentir a brisa e deixa-la me tocar com os meus sentimentos mais intensos, escondidos, e depois levá-los. Solidão. A Paz. Deus!

Andei por aí, em meio a concreto, seres humanos e fumaça tentando falar de amor. Mas esse concreto todo está em mais lugares que nossos olhos podem alcançar.
Me nego a tristeza, mas diante da esperança, dos planos, do futuro sonho, um inevitável sentimento de perda. Mas bem muitos já diziam e eu cedo aprendi que delas é feita a vida. Perder um sonho. Criamos tantos não é mesmo? E como é difícil deixar um para trás! Quando as forças faltam ... Borboletas....
Sim isso mesmo. Borboletas...
Quero guiar meus pés pelo caminho mais bonito, seguindo a agua na correnteza que vai leve atravessando seus obstáculos, pedras, galhos, penhascos, levando e protegendo a vida em seu ventre, sempre calma, sempre bela...O rio e as borboletas.
Partir, andar, seguir o caminho, respirar, encontrar, admirar. Felicidade!
Ah! Férias!

"Partir, andar, eis que chega, é essa velha hora tão sonhada nas noites de velas acesas, no clarear da madrugada.
Só uma estrela anunciando o fim sobre o mar, sobre a calçada. E nada mais te prende aqui. Dinheiro, grades ou palavras "

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