domingo, 8 de novembro de 2009

O voo.



Havia vazio e de repente sou inteiro, na paz que eu sinto, quando o olhar que tanto busco acalanta, canta, dança no meu ser que é esquecimento.
Sou ave nova descobrindo o céu num vôo, plano suave no êxtase das alturas. O mundo lá em baixo se colori em cores vivas e sou todas elas, transito entre as cores.
E sou o seu desejo, o seu toque por inteiro, a intimidade criada que nos une nos nossos gestos, nos permite num som de prazer, nosso.
E as palavras que tanto me faziam falta já estão sendo ditas sem dizer. Estou em paz no passar dos dias, já não luto comigo e nem tento esquecer. E o que mais dizer se todos os poros, gestos, olhares, se o corpo se comunica além?
E o amanhã a gente escreve, a gente vive, a gente faz...
Silencio agora mesmo sabendo que talvez seja o momento de dizer. Temo, tremo...fecho os olhos e lembro... Como é bom estar com você...


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