Já escrevi tanto e tanta coisa nesse quase um ano de blog, e outras resolvi não postar numa autocensura inevitável, ou por me expor demais, ou por... vai saber...!
Hoje queria falar sobre uma amiga, uma menina de olhos grandes e sorrisos largos, uma pessoa que me fascina e me faz ter medo. Segura, inteligente, iluminada. Forte! E eu bem sei que ser considerada forte as vezes deve pesar. Uma pessoa amada e da qual eu me distanciei. No caminho da vida, na minha confusão não sabendo ao certo como passar de adolescente para mulher, transferindo rebeldia para problemas solucionáveis ou não, ela se tornava precocemente, talvez, uma mulher em sua luta. E não nego que suas batalhas me assustaram. Eu queria tanto e não fiz. Não estive lá do lado. Hoje vejo que tinha medo. Sabia que poderia fazer muito apenas com o meu silêncio e companhia, mas tinha medo porque tudo pelo que ela passava também me assustava, porque eu, com certeza muito menos que ela, saberia lidar com tudo, com perdas. E eu queria ser onipotente, ter as palavras certas, e as soluções, mas elas me faltavam.
Não sei mais quem é essa mulher, faz tempo que não nos vemos ou conversando, mas por mais que a distância seja eterna estará aqui. Não sei se ela tem ciência do tanto que aprendi mesmo sem palavras, do tanto que os seus lábios me incomodavam, do tanto que sua força me assustava. Tenho saudades, e lamento não ter dividido com ela a beleza desses novos dias que vieram. Está nas minhas orações. Saudades, Thá!
Nenhum comentário:
Postar um comentário