quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Não consigo ocultar minha alma, meus olhos derramam sentimentos guardados e torna impossível exprimir o que não é. Transpassa a impotência. Tem dias em que o sol não sai e quero apenas me recolher numa vontade de estar quieta em seu abraço, escondida e pequena a brincar de faz-de-conta para sempre.
Sinto-me  em um intervalo entre tudo que acontece, com uma brisa delicada a clarear minhas lágrimas e a transformá-las em cócegas.Uma risada tímida me faz lembrar tudo o que sou nessa varanda diante da vida, e me recordo o quanto tudo isso é grande e como é bom saber de mim única e mágica. Já sorrio mesmo triste e o vazio deixado por ti se enche um pouco de mim. Agora já posso continuar, mas a ausência do carinho da voz persiste. Tantas me incomodam...
Aqui, neste cantinho de céu a solidão é amiga de tantos pensamentos tolos, medos e receios, mas também de sonhos, de vontades e desejos...objetivos. O medo leva um pouco de mim, é certo.
Mas ao ver o dia clarear da janela da lua quero muito mais e posso até comemorar. Danem-se as pedras no caminho a importunar, as contorno, subo, derrubo! Sou água, sou rio e me torno muito mais!


"Em meus momentos escuros Em que em mim não há ninguém, E tudo é névoas e muros Quanto a vida dá ou tem, Se, um instante, erguendo a fronte De onde em mim sou aterrado, Vejo o longínquo horizonte Cheio de sol posto ou nado, Revivo, existo, conheço, E, ainda que seja ilusão O exterior em que me esqueço, Nada mais quero nem peço. Entrego-lhe o coração." (Fernando Pessoa)

Um comentário:

  1. Paulinha, que saudade enorme de ti. Lembra quando nos ligavamos para ler o que tinhamos escrito!!! Era bom d+, mas a vida leva isso. Espero que esteja feliz gata! Vc merece. Eu? Eu nunca te esqueci. Peguei o blog no orkut da thá, eu não tenho, mas entra em contato. Voltei mes passado, ainda me reacostumando com Brasil. Bejocas! Dudu

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