Saudade da vida naquela cidadezinha que tantos criticam, de na calçada, na brisa da noite quente ficar horas a conversar e a falar sobre nada exatamente, sobre tudo frequentemente. De ir a pé, de tudo ser ali. Encontrar os amigos pela rua, ter a confiança da dona da venda, chegar cedo em casa e as horas em familia parecerem longas e prazerosas. Saudades dos sonhos que nunca iriamos alcançar mas gostávamos de sonhar apenas, imaginar. E daqueles que alcançamos! Dos desejos atingíveis. Sem transito, sem caos...Passam dias, passam anos. Conforta-me a certeza que boa parte estará no mesmo lugar quando aparecer por lá. Sentir Deus mais próximos diante de corações calmos. Havia mil defeitos, mas já não lembro de nenhum...Lembro da brisa, de me sentir livre, das estradas que chegavam rapidamente a todos os lugares, das orações de todos os dias...
Mas crescer também é uma necessidade básica, conquistar, realizar. Voltei, estou aqui. Grande São Paulo que pouco me atrai. Em dias assim a desprezo mais e mais. Caos, acidentes, desastre, colapso total de um sistema que já não tem solução. Cidade inchada, superlotada. Uma luta por um espaço no metro, por uma vaga no trabalho, para ter uma casa para chegar, e para ter o dinheiro que te permite enfrentar as filas para pagar a comida. Um esforço para um sorriso cansado ao filho que lhe espera, o sono pesado aos sons dos carros e a certeza do dia seguinte repetido várias vezes. Às vezes diferente: CAOS! Se tudo isso já não o era. Existem mil beneficios mas agora não me lembro de nenhum!
Amanhã quem sabe lhes conto o contrário, lhes mostro o outro lado, me encanto com a Paulista, com o mercado a meia noite e com... hoje não, hoje espero o sono pesado para não acordar com o lixeiro na madrugada.
Obrigada pela visita e pelo comentario em minha poesia texto-bjs
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