sábado, 2 de janeiro de 2010

Uma noite só minha... Amanhã? Sol e paixão.

Quem será? Além daquilo tudo que sei, além daquilo tudo que vêem... Talvez tenha razão.
Num daqueles dias em que nos sentimos apenas um pontinho, pequeno e sem sentido. Impotente. Há 4 dias eu tinha as rédias e agora não sei mais. Talvez agora seja o tempo de retornar a mim. Não sinto vontade de pessoas (de uma é claro), e nem de ir além. Uma sensação estranha me toma como se tivesse perdido alguém querido. Já me preocupei com os meus, como fosse um pressentimento...e por enquanto parece tudo estar bem. Mas me retraio como no momento de entender a perda, de angustia impotente e não sei nem ao menos o que é isso.( Não é estranho como mesmo inconscientemente tendemos a acreditar que um dia reencontraremos aquele que morreu?).

Sensação estranha quando não sabemos desvendar alguma coisa que sentimos. Até onde nos conhecemos?

Pensei numa coisa agora: Há poucas coisas na vida que possamos desejar e que não dependa apenas da gente, dos nossos esforços, dependa do outro. Talvez venha daí a semelhança e esse seja o caminho para desvendar o aperto no peito.

O movimento é constante, o comodismo é o lixo que consome a vida, desistir é para os fracos, mas às vezes é preciso apenas acalmar o passo, parar, entender, filtrar para seguir em frente.

Mais um pensamento do momento: Saborear a vida. Seja lá o que estamos vivendo, se estamos sentindo, estamos degustando e conhecendo e crescendo, seja amargo ou doce. Podia nada acontecer e estaria inerte vazia, oca numa jornada sem sentido algum. Acabo de ler: “ Na pior das hipóteses poderemos novamente recomeçar”. E isso faz da vida grandiosa.

Será que nós perdemos os momentos na vida? Que se não agarrá-los, ou enxergá-los na hora certa o que era para ser vivido passa... ou será que se foi assim realmente não deveria ter sido? Ou volta... Na verdade acho que não "será" nada... é o que escrevemos nessas páginas em branco, questão de atitudes...mas não deixo de me perguntar.

Mas que seja... Hoje quero permitir achar que o mundo se resume ao meu quarto e fingir que não estou nem ai, e não espiar lá fora, não atender ao telefone. Eu, meus livros e pensamentos.

"O amor é uma escultura que se faz sozinha. É uma flor inesperada sem estação do ano para surgir nem para morrer."

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